
Yep. Claro, qualquer um que conheça a empresa, sabe que isso não é novidade nenhuma, visto que mercenária do jeito que é, ela tem o costume de arrancar dinheiro do bolso do fãs com upgrades de jogos que ela já havia lançado, e cobrando por ele um preço tão alto como se fosse um game novíssimo (apesar de eu achar que dessa vez, o dito "upgrade" vá trazer mais novidades do que os de costume).
Street Fighter II foi o game que empurrou a franquia pra frente e popularizou um gênero de games que não era assim tão explorado na época: os games de luta. Tal game, acabou fazendo bastante sucesso entre os jogadores, e logo recebeu ports para diversos consoles, como o Mega Drive e o SNES. Claro, que eles não foram os únicos a receber ports de Street Fighter II na década de 90, vários outros consoles receberam suas respectivas versões do clássico, porém a grande maioria deles não foi produzida pela capcom, mas sim por empresas contratadas pela mesma, logo, nem todos se saíram tão bem quanto os 16-bits da Sega e da Nintendo. E que maneira melhor de homenagear Street Fighter do que mostrando os ports mais bizarros do game que popularizou a marca.....bem, pensando bem, talvez essa não seja a melhor maneira, mas FODA-SE!
Street Fighter II (PC)

Começemos então com a versão de PC. Verdade seja dita, essa versão era a mais promissora de todas. Os computadores da época, apesar de obviamente não serem as máquinas mais poderosas do que Deus que são hoje em dia, tinham a capacidade de rodar os gráficos de um game com a mesma competência que uma placa de arcade na época (no caso a cps-1 da capcom). O mesmo pode se dizer do som, por exemplo.
E de fato, a versão de PC nos trouxe gráficos fodásticos tão bons quanto os dos fliperamas (até a esposa do Ken ficou com a mesma cara que ela tinha na versão de arcades, mais parecendo a filha abortada da Hebe com o Didi mocó). Então, todos imaginavam que esse seria o port perfeito de Street Fighter II.
Ledo engano.
Apesar de nos trazer gráficos quase perfeitos, a U.S. Gold (compania responsável por esse port de sf), para a grande decepção dos fãs pecou no quesito mais importante. Quesito este que as versões de SNES e Mega Drive executaram com maestria, mesmo não sendo tão potentes quanto os PCs da época: a jogabilidade.
Os personagens se movem tão lentos como se estivessem de baixo d'água. Ganhe de um oponente com uma voadora, e seu personagem PARA EM PLENO AR para fazer a pose de vitória. O Dhalsim sofre de SNK boss syndrdome, e os chefes sofrem de CHUCK NORRIS boss syndrome. O game só tem três músicas: uma para a sequencia de abertura, outra pro GAMEPLAY INTEIRO (sim, desde a primeira até a última luta contra o bison é a mesma) e uma música pro final de todo mundo. Ao invés de 6 botões como na versão arcade, fomos reduzidos a jogar com apenas 2, e como se não fosse o bastante, o oponente fica invencível enquanto leva um golpe, ou seja, NÃO EXISTEM COMBOS NESSE PORT DE STREET FIGHTER II.
Ufa..Creio que eu não precise dizer mais nada, Vamos ao próximo.
Street Fighter II: Rainbow Edition (Arcade)


O game, obviamente, é uma merda boçal, mas mesmo assim trouxe coisas interessantes como o tatsumaki do ryu (ou tre tre truget para os leigos) que percorre a tela toda voando, e os especiais que podem ser usados em pleno ar. Idéias essas que, por coincidência ou não, viriam a ser usadas pela Capcom em jogos posteriores.
Street Fighter II' (Master System)

O console 8-bits da sega também ganhou seu port de Street Fighter II em 1997, produzido pela empresa tec toy, conhecida por ter adaptado games clássicos do Mega Drive para o Master System e lançá-los com exclusividade no Brasil.

Os gráficos do jogo são excelentes levando-se em conta as limitações do sistema, os personagens são grandes o suficiente na tela apesar das cores parecerem meio "desbotadas" e os cenários parecerem meio "vazios". As músicas são boas também, mas os efeitos sonoros se resumem a um único ruído para todos os golpes e as famosas frases do narrador (que dessa vez é diferente das outras versões do jogo, com uma voz ruim pra caralho), as vozes digitalizadas dos personagens foram totalmente tiradas nessa versão (ou seja, nada do ryu falando "aduuuugui" e "tré tré trugui" por aqui), mas o problema mesmo vem com a jogabilidade.

O jogo só tem um final para todos os personagens: As caras feias do Bison, do Balrog e do Sagat junto com a frase "You are the king of street fighters".
Brochante eu diria.
Mesmo não sendo uma brastemp, a versão de master, apesar de todos os defeitos tem lá seus méritos.
Street Fighter II (game boy)

Mas esse port acabou surpreendendo a todos. Aqui temos 9 personagens para escolher (os mesmos da versão de Master System, mas com a adição de Zangief), e apesar do já mencionado problema de falta de cores no sistema, os gráficos ficaram ótimos, é impossível não diferenciar os personagens, todas as características de cada um estão lá. Apesar do frame rate baixo devido as limitações do aparelho, os cenários de fundo foram muito bem detalhados. esse game possui provavelmente os melhores gráficos de um jogo de luta para Game Boy. Os efeitos sonoros são parecidos com a versão de Master System: o mesmo ruído para todos os golpes e todas as vozes digitalizadas foram excluídas dessa versão, a diferença é que essa versão também não conta com narrador nenhum. Tudo isso é compensado pela música que foi transportada brilhantemente da versão de SNES, todos os personagens mantiveram seus temas musicais em seus respectivos estágios. Os controles mudaram bastante, mas não deixam de ser bons: Um botão para o soco e outro para o chute, mantendo pressionado um deles, o golpe sai mais forte do que o normal. Os golpes especiais estão todos aqui desde o pilão do Zangief até o shoryuken de fogo do Ken, e eles saem com uma precisão excelente.
O final aqui também não é lá essas coisas. Na verdade tudo se resume a uma tela preta escrita "congratulations!" para todos os personagens. Tão brochante quanto o final da versão de master system, mas levando em consideração o sistema e a época em que o game foi produzido, eu acho que tá de bom tamanho.
Mesmo com todas essas limitações, a versão de Game Boy ficou muito boa, e vale a pena dar uma olhada nela.
Street Fighter II (NES)

Se o 8-bits da sega ganhou um port do jogo, então o 8-bits da Nintendo também não podia ficar de fora. A empresa responsável por esse port foi a coreana Yuko Soft, que não mantinha vínculo algum com a Capcom na época, em outras palavras, essa é uma versão pirata e não oficial de Street Fighter II.....é, já vou avisando pra não esperarem grande coisa também, esse jogo é bem ruinzinho.

Eu disse ruim? ESSE JOGO É UMA MERDA ISSO SIM!
Os gráficos são mais feios do que bater na própria mãe, e o som é tão agradável quanto um arroto do Homer Simpson. Mesmo se levarmos em consideração o potencial do NES. Alguns cenários e personagens até enganam, mas mesmo assim estão longe de serem bons. O final de todo mundo no jogo é o final do Ryu, só que com a imagem modificada (muito porcamente aliás) para se adequar ao personagem escolhido pelo jogador, e o texto todo escrito em "engrish". Não que isso faça muita diferença já que é muito pouco provável que você tenha saco pra levar esse jogo até o final...
Apesar de ser uma merda, esse jogo fez a felicidade de várias pessoas que não tinham dinheiro pra comprar um SNES no início da década de 90, e estavam secas para jogar o maior hit dos arcades da época (felizmente eu não me incluo nelas).
Street Fighter III (NES)


Apesar de não ser tão bom quanto a versão de Master System, esse jogo consegue ser bem competente em certos aspectos, mesmo sendo um Hack, e faz bom uso do hardware do NES. Reza a lenda que essa versão veio antes da Champion Edition pro SNES, então até lá a única maneira de selecionar os chefes nas versões caseiras era nessa versão :D
Vamos para o último, por que eu já to ficando de saco cheio.
SFIBM (PC)

errrrr.....
Nada tenho a dizer sobre ela, exceto esse vídeo.
Bizarro, é realmente a palavra perfeita pra isso.
You must defeat Shen Long to stand a chance!